MENU PRINCIPAL

sexta-feira, dezembro 10, 2010

POEMAS (By Rômulo Giacome)

REPUBLICANDO TEXTOS (Safra 2003, 2004 e 2005)

Uma linha na solidão branca;
Nos sonhos leves delírios;
Neves vivas olhos em sangue;
Lírios em mim em nós;
Por todo o corpo um cheiro azul;
Espalhando escamas no rosto branco da musa;
Não; não existem idéias;
palavras tem cheiro; e nada mais
Estão escassas as ruas nuas ainda que vão;
Quem me disse da estruturas ou das escrituras?
Louvado seja eu, que nasci escrito;
Apenas uma linha na solidão branca;
(Rômulo Giácome - 2004)


O fogo repleto em um espaço incerto
Inseto morto no cume da água
queimava mais que lágrimas
No tato incerto de uma língua fogosa

Vagando Moribundo
Marimbondo

tocando a ponta do teu começo

Trombone d´água rugindo nua
Dizendo sempre: tua, tua.

Mas é por demais assim
Um inseto morto no leito d´água
Lançando fogo no olhar sedento
Sede queimando o momento
Sede de tempo e de vento.
(Rômulo Giácome – 2003)

procuro um estado onde a palavra não trema
o som não saia
e não pingue em mim
um clarão de luz
procuro um estado onde a sorte tarde
e tardiamente vazia
recaia
o por do sol

procuro a mancha da idéia em teu sorriso
caustificando
a claustrofóbica dúvida
no contorno da sua presença
um fio de razão
cortando o tempo e a emoção
vazando as nuvens
letargicamente inspirando os mortos a aparecer

vestidos de vida aparecem os mortos
cruzes empunhando o juízo
poças de vida por sobre o asfalto
poças de texto em cima do texto
pingos de i em cima do ponto
pontos na pele de um urso branco

na ressurreição da terra
uma pequena gota de água
sulcando o solo
sulco de espera
lacuna conjuntiva
desesperado o poema procura
um lugar no céu ou no inferno
um lugar para cair
um lugar para morrer em paz

ACEITAÇÃO

as paredes da casa fechavam por sobre os ombros,

alinhados sob a muralha de consciências disparadas na imensidão dos sonhos

juntam restos humanos por sobre folhas mortas atadas ao toco

sustenta o resto da vida que existe no peito depois do horror?

O tempo batuca nas cabeças vazias
O espaço estica na órbita do olho
O resto de jeito que fica no certo
Um resto de certo que fica no torto
Um resto de mundo que fica no texto
Um resto de texto que fica no mundo

Rômulo Giácome, junho de 2005

segunda-feira, novembro 29, 2010

FORMATURA DANIEL BERG: TERCEIRO ANO PLUS

SET LIST DAS MÚSICAS DO "CD LEMBRANÇA" AOS MENINOS E MENINAS DO TERCEIRO ANO PLUS DA ESCOLA DANIEL BERG

Comentários preliminares

Como disse certa vez o poeta chorão:
"
Só o que é bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecível";

Toda a segunda, bem cedo, eu tinha um contrato com a escola; depois, tinha um contrato com a literatura, depois um contrato com um grupo de meninos e meninas inteligentíssimos que discutiam coisas loucas e ensandecidas, um mundo de coisas legais. Não pensava que esta experiência com a garotada pudesse me melhorar tanto; talvez tivesse perdido alguma coisa já esquecida nos trinta e dois anos de pó; talvez o fogo e chama de minhas convicções tivessem ralas e apagadas, mas como brasas, sopros juvenis me acordaram; sei que a única coisa que sustenta um homem são seus ideais; estes ideais esmorecem no decorrer da vida; são claros e fúlgidos na juventude; ralos e apagados no envelhever; um grande homem é aquele que consegue manter viva a chama de seus ideais e crenças; e só é possível manter estas chamas vivas sendo jovem por dentro; só o jovem desafia a morte e a degradação da mesmice; só o jovem é forte o suficiente para se proteger da prostração e da miséria do ceticismo frouxo; a carne acaba, os cabelos e dentes caem, mas as idéias ficam vivas; acesas; estar no meio dos garotos e garotas me fizeram um bem danado; mais ainda é saber que alguma coisa eu pude transmitir e pude ser agraciado com o presente de apadrinhá-los;

MUITO OBRIGADO A TODOS!!

Lista de músicas (todas tem profunda referência e ressonância em minha vida)

1. Smashing Pumpkins - Tonight, tonight; (extasiante)
2. Radiohead - fake plastic trees (cerebral)
3. Belle and Sebastian - my wandering days are over (easy listness)
4. Belle and Sebastian - the boys with the arab strap (evoluindo)
5. Smashing Pumpkins - 1979 (juventude)
6. The Verve - the bitter sweet simphony (apológico)
7. Charlie Brown Jr - Vícios e Virtudes (confessional)
8. Porcas Borboletas - Menos (vida)
9. Mop top - O rock acabou (mentira)
10. Ramones - I im believe (prova da mentira)
11. The Strokes - Hard Explain (novo)
12. Smashing Pumpkins - Rocket (shoegaser)
13. Interpol - Obstacle turn 01 (dance)
14. The Music - the truth is no words (single)
15. The Strokes - Is it this (louca)




quinta-feira, novembro 18, 2010

poema SENSAÇÕES AO ENTREVER DOS ATOS

SENSAÇÕES AO ENTREVER DOS ATOS (2010)
(Poema em homenagem ao 27º aniversário da Helem, minha esposa)

Eu não corrompo um pedaço limpo de linho
puro
a nós prende, ó vida
limpa
canto de quarto de criança, colcha estampada
e lá
um nó no coração arredio; amar pleno, no caos
espelho de nós, lada a lado, lado nenhum, um, nós
uma só coisa pairando sobre o vale profundo

enquanto tudo,
cabeças e
pregos
caindo no vácuo
do nada

e lá de longe
luz verdadeira
que emana da tua presença digna
clara, pele e tez, formas oblíquas, fome!

me indigno de corromper este lívido pedaço branco de mim
que me prende à vida
que se estende por todas as estradas de lama e sujeira, pisadas
um pano branco, lenda, leve, nuvem, vela de um barco alado
voa por entre certezas absurdas e nos faz crer em si, em ti, em mim, em nós
que projeta a certeza de existir
que assegura,
segura
segura
segura
linda!
lindamente em ti!

terça-feira, novembro 09, 2010

(A)FAZERES E (A)FAZIAS - 360º EM FOTOS

NESTES ÚLTIMOS DIAS MUITAS COISAS INTERESSANTES NO MUNDO ACADÊMICOS DO CURSO DE LETRAS TEM ACONTECIDO E MERECEM REGISTRO. PRIMEIRO A PARTICIPAÇÃO DOS ACADÊMICOS E EX-ACADÊMICOS DE LETRAS NA JORNADA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNESC. OUTRA, A PÓS EM GRAMÁTICA NORMATIVA, UM SONHO REALIZADO, E QUE TIVE O PROVILÉGIO DE MINISTRAR DISCIPLINA DE FONÉTICA E FONOLOGIA. POR FIM, A PARTICIPAÇÃO NO XV SELL - SEMINÁRIO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS - UNIR, EM VILHENA.
PARTICIPAÇÃO DAS EX-ACADÊMICAS DE LETRAS E MEMBROS VITALÍCIOS DO GRUPO DE PESQUISA TEOLITERIAS - LILIAN NAITZEL SIRING E ALCIONE GRACIELA MENDONÇA


TURMA DE LETRAS REUNIDA; SIMPLESMENTE A TURMA!!!! SIMPLY THE BEST!!
LILIAN E A SEMIÓTICA SOB A NOVA VERTENTE; USANDO TAMBÉM GREIMAS E DIVERSIFICANDO A VISÃO NORTE AMERICANA.


ALCIONE E A IMPORTANTE TEORIA DA LITERATURA; DIÁLOGOS COM GOSTO E PÚBLICO EM HAROLD BLOOM;


CONFRONTOS DE GERAÇÕES LITERÁRIAS; MEUS ALUNOS EM CONTATO COM MEUS DOIS GRANDES MESTRES; INUSITADO E PROVIDENCIAL; AGUINALDO E EDUARDO;
IVÃ LOPES, SEMIOTICISTA DA USP; UMA SIMPATIA E UM TEMA AMADO: SEMIÓTICA DA CANÇÃO E VOCAÇÃO: ENCONTROS? QUE GRANDE FELICIDADE
GALERA REUNIDA EM VILHENA; O SELL FOI PEQUENO PARA OS NOSSOS MENINOS DAS LETRAS DE CACOAL, UNESC; GENTE IMPORTANTE ESTAVA NO SELL: CRISTÕVÃO TEZZA, IVÃ LOPES, LEONOR SCCLIAR CABRAL E OUTROS.
PÓS EM GRAMÁTICA NORMATIVA; DISCIPLINA DE FONÉTICA E FONOLOGIA MINISTRADA POR MIM. A LÍNGUA PORTUGUESA SOBRE-EXISTINDO COM QUALIDADE E FORÇA;

quarta-feira, outubro 13, 2010

resenha literária - MILTON HATOUM - ÓRFÃOS DO ELDORADO


MILTON HATOUM E OS ÓRFÃOS DO ELDORADO - UMA SAGA DA MEMÓRIA SOBRE O DESENCONTRO
By Rômulo Giácome

Órfãos do Eldorado é uma história de desencontros (...). Arminto é um protagonista narrador que busca nos desvãos de sua memória a própria vivência (ou sobrevivência) que exala por um buraco na consciência, jorrando lendas, contos amazônicos, fragmentos de uma cultura ribeirinha aflorada. Arminto é descendente dos Cordovil, raça branca colonizadora e exploradora das margens do rio Amazonas. Seu avô já era um grande explorador,

sábado, outubro 09, 2010

O CASO TIRIRICA E DILMA ROUSSEF: DEMOCRACIA OU MASSMEDIA?

O CASO TIRIRICA E DILMA ROUSSEF: DEMOCRACIA OU MASSMEDIA?by Rômulo Giacome

O que pode ter em comum casos tão díspares? O que a política tem a ver com mídia? Bem, desde que Walter Benjamim e Adorno discutiram o poder da indústria cultural, nunca mais os estudos ideológicos foram os mesmos. E nunca mais conceitos como “povo”, “massa”, “telespectador”, “mídia”, “democracia” foram tão próximos. Nós ainda insistimos em separar coisas inseparáveis: conduta social e mídia; ética social e comportamento midiático; democracia e massmedia; já não existe mais separação entre a conduta individual e coletiva. Já somos frutos de um comportamento cada vez mais determinado pelas formas ideológicas dominantes e por um contrato perverso entre todos. Ficamos cada vez mais parecidos e unânimes nos gostos, modos, crenças e valores. Acabamos, cada vez mais gostando das mesmas coisas. Culturalmente somos uma maioria vazia respingada por multi-midiático. É a famosa e amendrontadora estandartização cultural. Confundimos política com futebol. Arte com programa de auditório. Leitura com sofrimento. Estamos assujeitados por uma subjetividade imposta que acreditamos ser nossa, mas é ditada e impregnada por ferramentas poderosas, construídas a partir dos avanços tecnológicos para atingir o maior número possível de pessoas. E este cenário tornou ainda mais complexa nossa realidade eleitoral. Confundimo-nos entre a posição de telespectador e eleitor; Isto porque hoje estão à disposição ferramentas culturais que moldam valores e determinam nossas visões da realidade, de si mesmos e da sociedade em si. Um exemplo é a música. A música pode moldar um valor moral e até uma atitude. Somos brasileiros da geração “deixa para lá”. Vivemos justificados e fundamentos na “ode da preguiça” de mestres como Zeca Pagodinho. “Deixa a vida me levar, vida leva eu”. Esta canção reproduz o ideal brasileiro de conduta e valor. Um povo prostrado e alimentado pela preguiça de estudar e valorizando a ignorância como atributo cultural e histórico. Temos tudo o que precisamos: temos bolsa família, estudamos até entender o mínimo e somos o povo mais feliz do mundo. Como Lavradores, estivadores, camponeses, professores e ensacadores do mundo global, zona rural do mundo ocidental, construímos um estigma de trabalhadores braçais, que ganham pouco e trabalham muito. Ora, temos um presidente que nunca estudou. Em um ambiente assim, que tipo de análise pode proliferar? Que tipo de discussão pode empreender? Que tipo de sistema eleitoral democrático pode existir? Neste ambiente falso de pacificação e paz artificial, está impregnada a unanimidade. 80% dos brasileiros apóiam o Lula? O prelúdio dos estadistas excêntricos e ditadores sempre foi o carisma excessivo e a condição de aceitação unânime do povo. Que tipo de estado democrático de direito pode durar em uma nação unânime? Em uma nação sem oposição, sem crítica, sem energia? Esvaziada pelo pão e pelo circo, o povo brasileiro sangra sem ver. Perdendo o bonde da história, brasileiros potencialmente preparados para competir no mundo globalizado sucumbem ao descaso. Que estado democrático de direito resiste a um STF maculado e manchado? Que estado democrático de direito vota no Palhaço e confunde personagem com cidadão dotado de condições políticas? O caso tiririca é emblemático. Do ponto de vista filosófico, o personagem é uma representação e, portanto, uma ficção. Quem está compromissado? Quem prometeu? Quem compôs as propostas de pauta? O ator ou a personagem? A quem nos dirigimos, ao senhor (não sei o nome do cidadão por detrás da máscara) ou ao palhaço? Quem irá legislar: o palhaço ou o ator? Ou o cidadão? Ou o deputado federal (que alçou grau de personagem)? Notem que ele não se posicionou de modo a entrever o ator do Tiririca. Mas ele foi travestido da própria personagem. Do ponto de vista jurídico, “personagens artísticas” têm capacidade legislativa? Eu posso criar uma personagem e uma nova capacidade civil? Será que eu posso votar no totó da novela das oito? Na verdade, uma personagem como tiririca é um feixe de clichês e palavras de efeito cômico, com trejeitos engraçados e emblemáticos. Não é competente sequer para palhaço. Com piadas sem graça e de humor raso. Imagine legislando.
Esta crise de representação também afeta o cenário presidencial. Na busca por um nome complementar, Lula escolheu o pior. Representando mal o papel de mulher popular e carismática, Dilma é o “avatar” de Lula. Da sua égide, o nosso presidente intenta loucamente pluralizar suas ações com o pronome “nós” (algo impensado para um sujeito com o seu ego). Intenta encanar uma técnica administrativa que caiu de paraquedas em uma corrida presidencial. Uma “forrest gump” que ainda questiona o que está fazendo naquele palanque presidencial, com uma máquina administrativa na mão e uns milhões de votos herdados de outro.
Nesta era da comunicação. Na era dos simulacros mais consistentes do que verdades. Em valores pautados no sensacionalismo dos discursos populistas que destroem instituições. A maior prova da proximidade da cultura midiática com a política são as excessivas vitórias de celebridades. Confundiram estrelas ou pessoas populares com agentes políticos. Confundiram pessoas conhecidas pela massa e veiculadas pela Tv em agentes de transformação pública/política. É a invasão dos pokemons televisivos no universo pseudo-sério dos três poderes. É a diluição dos três poderes e a reconstituição do quarto poder. (mídia). E um salve ao Deputado Estadual Bebeto, Deputado Federal Romário. Um salve ao povo brasileiro. Que vive de salves. Que Deus nos Salve. Que salve minha parca lucidez.

sexta-feira, outubro 01, 2010

PROSA E VERSO: PÁSSARO NO VARAL & REDEMOINHO




Um pássaro fino, intricado na linha do varal
Amarrado a ele o nó do mundo
Verdejando e amarelando dores e sofrilégios
Abóboda beata do céu ao seu arrebol
Voou e cantou em cada varal
Assinalando e fechando o nó do presságio e o crepúsculo
Na casa debaixo um coro de vozes
Na casa bem embaixo
No baixio, um coro de vozes grita sonoro
Baixo, bem abaixo, mulheres de roupa gritam;
E as vozes ecoam em mim a todo tempo;
A sombras pairam noturnas no sol do meio dia
A dor de cabeça não cessa
E a vida deságua no precipício;
(Rômulo Giácome, Outubro 2010)

Corriam em volta da fogueira e cantavam sem parar. Por detrás da abóbada do céu já aparecia a noite, em turbilhões por sobre as cabeças, em ondas de vento frio e faíscas, cinzas e pequenos insetos da fogueira, que rodavam e rodavam, rodavam. Alucinadas crianças se fingiam de surdas e mudas e jogavam-se, quase, na fogueira que crepitava enriquecida pelos devotos que a alimentavam de comida, papéis e devoção, lambendo as bandeirolas penduradas. Então, um grande vento se fez presente, e revoando, derrubando os copos fumegantes, derrubando as palhas que encandeciam, amassando o vestido branco da noiva, se fez redemoinho, dos pequenos passou a grande, enfezado gemeu no banco, rodopiou na curva e parou no meio do povo, que gritava loucamente: viva são João. Viva são João. E eu podia ver. São João vivia no redemoinho. (Rômulo Giácome, 2007).


segunda-feira, setembro 27, 2010

SELL - SEMINÁRIO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS - UNIR/VILHENA


XV SELL - SEMINÁRIO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS - UNIR - VILHENA

DIAS: 06, 07 e 08 DE OUTUBRO.

POR QUE IR? O SELL é o maior evento de Letras e áreas afins do Estado. Congrega grandes personalidades das Letras do Brasil e confraterniza o saber letrólogo universitário em toda região Norte. É um orgulho ir ao SELL e ver a chama forte das Letras em um mundo que cada vez mais necessita delas, mas muitas vezes as não reconhece.

Segue programação:

PROGRAMAÇÃO
06 de outubro
8h - Entrega do material
10h às 11h30min - Sessões de comunicação

14h - Abertura
14h30min - Palestra:
Surpresas Literárias: Um Machado
desconhecido
Drª. Cyana Leahy-Dios (UFRJ)
15h30min - Mesa Redonda de Ensino de Língua
Portuguesa
19h - Palestra:
Fernando Pessoa Eu, e os outros
Drª. Elêusis Mirian Camocardi (UNESP)

07 de outubro
8h às 11h30min - Mini-Cursos
14h - Palestra:
Como adquirimos a linguagem escrita
Drª. Cancionilla Janzkovski Cardoso (UFMT)

15h30min - Palestra:
Como aplicar material pedagógico inovador à alfabetização
Drª. Catedrática Leonor Scliar-Cabral (UFSC)

19h - Palestra:
Gêneros discursivos e ensino de língua materna
Dr. Carlos Alberto Faraco (UFPR)

08 de outubro
8h às 11h30min - Mini-Cursos
14h - Mesa Redonda de Literatura
15h30min – Palestra:
Semiótica da canção
Dr. Ivan Lopes (USP)

19h - Palestra:
O romance brasileiro na última década
Cristovão Cesar Tezza (Escritor)

quarta-feira, setembro 15, 2010

resenha jurídica - O CASO DOS DENUNCIANTES INVEJOSOS


O CASO DOS DENUNCIANTES INVEJOSOS - Resenha Jurídica

by Rômulo Giácome


O curso de Direito é uma grande aventura para mim. Como uma grande aventura, trás alguns desafios perigosos. Como exemplo teórico, posso elencar a dificuldade de perscrutar os conceitos epistemológicos da ciência e filosofia jurídica, seus embrincamentos e suas implicações conceituais. Este problema surge quanto comento alguma obra jurídica que li, ou quando necessito construir um conhecimento jurídico. Por este viés de desafio e aventura, faço esta pequena resenha crítica, com a profundidade objetiva que me é permitida, relacionando na medida das possibilidades sistemáticas da minha parca altura intelectual neste novo seara.
Bem, iniciamos entendendo que esta obra está estruturada sobre um dialogismo. Ou seja, um diálogo dicotômico entre teorias propostas e propaladas por pares. Assim, de uma situação problema, surgem tentativas de respostas a solucionar este dilema, que está concentrado na mão do possível ministro da justiça, o leitor. Assujeitando-se, o leitor passa a ter o dever de escolher a melhor resposta, a melhor solução ao problema acontecido. É intrigante poder se posicionar e defender as várias vozes propostas no debate, o que torna a obra interativa e multifocal, ou seja, polifônica.

segunda-feira, setembro 13, 2010

LUAN SANTANA É NOSSO JUSTIN BIEBER TUPINIQUIM: ESTAMOS SALVOS!



Da mesma forma que existe uma balança comercial, incluindo conceitos de déficit e superáviti, bem como reservas de mercado e impostos de importação e exportação, também identifico uma balança comercial cultural. O que importamos e exportamos e suas relações com a nossa própria cultura e controle governamental. Vejamos. Importamos uma gama de músicos americanos e europeus: bandinhas de quinta, rappers posers / loosers, “divas” siliconadas e coreografias sem conteúdo. Às vezes alguns conteúdos mexicanos explodem por aqui, como os Rebeldes. No entanto, exportamos Tom Jobim, Tropicalismo, Tom Zé, João Gilberto, Mutantes e Secos e Molhados (ainda). Vejam que bom equilíbrio nesta nossa balança cultural de importação? Estamos no lucro, dizem por aí. Exportamos luxo e recebemos lixo. Recentemente vivemos um fenômenos pop de níveis globais. Justin Bieber é seu nome. Um menino que brotou dos cântaros do Youtube e virou fenômeno mundial. Já assimilamos e compramos. Justin já foi importado pela massa. No entanto, nosso Justin Bieber, Fiuk, mesmo com todos os esforços da massiva Globo, não faz sucesso internacional. Por que ninguém importa? Se ele canta tão bem? É coincidência ou o mercado internacional é mais seleto do que o nosso? Parece-me que a massa internacional é mais pensante que a nossa. É só observar o caso Alexandre Pires. Onde ele faz sucesso? Há, ele faz o tão sonhado sucesso latino; nos EUA, só nos guetos dos trabalhadores braçais brasileiros. Mas OTTO, Chico Science e Lenine tocam muito por lá. Qualidade da balança cultural? Recentemente, em festival Nova Yorquino, Tom Zé foi aclamado como grande compositor e responsável por coerência brazuca. Quem deveria homenagear não seria nós, os beneficiados?
Mas, injuriados e determinados pelas ordas malignas da vingança e do ódio, nós, Brazucas, criamos a primeira personalidade jurídico / teen / pop / Cult / Cool / tupiniquim: Luan Santana. É inegável que nosso olho gordo brasileiro não podia aceitar a lacuna de um Justin por aqui. Assim, criamos o nosso "made in Brasil", completo, com tudo o quem direito. Ele deve ser considerado um orgulho entre nós. Ele é o nosso Justin Bieber sertanejo. Vejam que ousadia. Criamos um Justin regional, do campo, com viola e violão, só que sem botina e calça apertada, sem fivela, mas com todas as características teen versáteis tão relevantes à nossa necessidade de mitos volúveis e voláteis, que enchem o rabo de dinheiro, mandam às favas qualquer tentativa racional de evolução de letras, cospem nas raízes e ainda enchem estádios. Ressentimento. Concordo.
Desde que Mário de Andrade e Oswald de Andrade fincaram as bandeiras da nossa poesia de exportação, afirmando: precisamos ter autonomia; criar uma estabilidade criativa; uma invenção brasileira; cambaleamos frente à uma identidade cultural mais forte lá fora do que aqui. Nas cadeiras do College de France, pensadores sabem mais da nossa cultura popular do que nós mesmos. Luan Santanna é nossa vingança. É nossa arma secreta contra os imperadores. Salve nosso poder cultural de resistência. Salve nosso Justin Biebber sertanejo.

quarta-feira, agosto 25, 2010

resumo ROLAND BARTHES - ELEMENTOS DE SEMIOLOGIA - Língua e Fala





ROLAND BARTHES

ELEMENTOS DE SEMIOLOGIA – CAPÍTULO I

LÍNGUA E FALA


Língua e Fala à Dicotomia essencial;

- Realidade inclassificável da língua; a língua não pode ser definida facilmente;

- Simultaneidade: a fala é um ato físico, fisiológico, psíquico, individual e social;

- Todo coletivo social é “língua”


LÍNGUA É A LINGUAGEM MENOS A FALA


Língua: Instituição social e sistema de valores Exemplos: (hierarquia / moda / conveniência / norma culta)

Língua: - Sistema coletivo autônomo (cresce / diminui / recicla / vida própria)

- Contratual (contrato entre os falantes)

- Possui valores e regras;

- “jogo” à signo é uma moeda; tem valores próprios;

FALA É UM ATO INDIVIDUAL

ATUALIZAÇÃO E SELEÇÃO

COMO NASCEM E MORREM AS LÍNGUAS? (REFLEXÃO)

Alguns conceitos sobre fala:

“mecanismo psicofísicos que lhe permitem exteriorizar estas combinações”

“fala é um ato individual combinatório e não ato criativo”

Dicotomia: Língua e Fala; ambas se necessitam

“é uma entidade puramente abstrata, uma norma superior ao indivíduo, um conjunto de tipos essenciais que realiza de modo infinitamente individual”

“o tesouro depositado pela prática da fala nos indivíduos pertencentes a uma mesma comunidade”

“A língua está na massa falante”

“Língua é produto e instrumento da fala”

“Linguística é a ciência da língua e não da fala”

Não se pode separar ou estudar separadamente língua e fala;

Para Hjelmeslev:

Esquema – essência (existência virtual / mundo ideal da língua)

Norma – Realização social (hierarquia / norma culta / gramática perfeita)

Uso – prática individual / uso


ESQUEMA / USO


Esquema à formalização

Uso à prática social

SINTAGMA / PARADIGMA

Lembrar do eixo horizontal e vertical; (seleção e combinação)

Teoria do sintagma à frases já prontas que não exigem construção;

IDIOLETOà “LINGUAGEM ENQUANTO FALADA POR UM SÓ INDIVÍDUO”

TRÊS PROBLEMAS:

O afásico que não se entende

Estilo de um escritor

Grupo minoritário (tribal)


PERSPECTIVAS SEMIOLÓGICAS

SISTEMAS COMUNICATIVOS (sistemas semiológicos) QUE REÚNEM SIGNOS DENTRO DE UM JOGO VALORATIVO E CONTRATUAL, ALICERÇADO PELA CULTURA” (Rômulo)


NOVAS COMBINAÇÕES DE SISTEMAS REPRESENTATIVOS: MODA, COMIDA, CULTURA GERAL; SISTEMA DE VALOR E COMBINAÇÃO;

PROCESSO / SISTEMA

MERLEAU-PONTY – FENOMENOLOGIA

Levy-Strauss – noção de inconsciente (fonte de representações)

Os sonhos são representações simbólicas que voncersam conosco a partir de esquemas; lembrar do sonho com a cobra; a cobra significa “relata” elementos como “medo”; “desconfiança”; “traição”;

“Não são os conteúdos que são inconscientes, mas os significantes”

Formas simbólicas de Lacan


VESTUÁRIO


Vestuário descrito pelo Jornal da moda à não existe fala, pois não existe um ato individual; só a língua em estado puro; uma reprodução das regras e valores da moda; detalhe: existe um grupo de decisão e não uma massa falante que determina;

Vestuário fotografado à existe língua e inicia a fala; mas é uma fala cristalizada, pois demandou da escolha do manequim, canonizado pela beleza amarrada, fechada, com combinatórias limitadas;

Vestuário usado à possibilidade de individualidade e diversidade; modelo do corpo, formas e valores; a língua indumentária e a fala o traje;


COMIDA



LÍNGUA ALIMENTAR:



1 regras de exclusão (tabus alimentares)

2 pelas oposições significantes (doce / salgado)

3 pelos protocolos alimentares que reúnem uma retórica alimentar;

4 pelas regras de associação;


FALA



1 a cozinha de cada um

quarta-feira, agosto 18, 2010

Recomendações Culturais: BERNARDO CARVALHO (Livro), VIOLINS (Música);

NOVE NOITES - Bernardo Carvalho
by Rômulo


A obsessão de pesquisar sobre um antropólogo perdido no vale do Xingu; uma notícia de jornal que inaugura e propicia esta pesquisa profunda em busca da causa de sua morte; cartas e resquícios de memória que ficaram presentes em alguns personagens após 69 anos do ocorrido e o momento do narrador; um narrador real (?), que mostra a busca pelas pegadas; que apresenta suas indiossincrazias em relação ao modelo de Buell Quen (o antropólogo) e o seu pai; Assim começamos a construir os elos de uma obra que mistura realidade, ficção, subjetividade, memória e sensações: onde estará a verdade? Entrevistas com pessoas relacionadas ao fato da morte de Buell, visitas à museus, imersão na tribo Khahô em busca do túmulo do antropólogo; a visão do rio Tocantins; a leitura de cartas que provavelmente foram escritas por Buell e entregues aos seus familiares e amigos; um imenso quebra-cabeça em busca de descortinar a morte do pesquisador indígena;
Bem, este é um romance contemporâneo. Este é um romance polifônico, segundo nosso grande Bahktin. Um romance que se constrói sobre o olhar do leitor, naturalmente sendo um texto de construção do próprio leitor. As várias vozes, relatos e fontes de informação não constrói um enredo; constrói vários enredos possíveis, várias causas da morte e possibilidades de interpretações; neste expectativa do possível, até a verissimilhança foca deformada. "coisas que ouvi e coisas que inventei". Diz o narrador de algumas cartas.
Recomendo a leitura deste romance. Bernardo consegue sintetizar bem as várias vozes textuais com um nexo fabular importante: a alteridade, a vivência em grupo e os dilemas sociais e éticos da pesquisa antropológica.

VIOLINS - "Grandes Infiéis"
by Rômulo Giacome
Falta Criatividade no Rock brasileiro dos últimos anos? Não. Você é que conhece pouco.
Se tem algumas bandas de rock que valem a pena conhecer, esta é sem dúvida uma. "Grandes infiéis" é o segundo disco da banda goiana, que tende ao uso da usina de força da guitarra e arranjos sólidos para remeter sua mensagem. Logo na abertura do disco, uma paulada em "Hans"; paredes sólidas em um arranjo forte de guitarra e baixo. Quase shoegazer, um peso diferenciado no nosso universo do rock nacional. A segunda já é um clássico da banda. "Il Maledito" tem peso e levada. As alternâncias rítmicas marcam o seu poder sonoro. A bateria e o riff de guitarra elétrica constroem uma identidade essencial para a canção, seguida do peso Doom Metal, quase Quens of the stone age, eletrizante. " que me mantém é o contato com o inferno / que retém todo o meu sentimento". Neste disco Violins demonstra uma pequena crise com as questões religiosas. Algumas dúvidas e problemas demonstram este conflito poético que demarca bons momentos nas letras. "Prefiro secar sob o sol do cerrado / a dizer que estava errado". Uma referência improvável a Canudos. "Fiz de tudo para achar seu sinal em mim / mas me desculpe se eu não posso te sentir"."Glória" é mais melodiosa, mas continua com o ataque da bateria e do violão elétrico. Ela é rápida e aberta, sonora. Não há peso do baixo, mas energia no ritmo e nos agudos das cordas. "Atriz" tem excelente ritmo e levada, com maior tensão melódica, traduz a aflição e angústia da mentira revelada na própria metáfora do título. A mulher amada e sua ambiguidade. Também está emulada por um peso metal. Um dos grandes elementos que me lavaram a indicar Violins foi a correspondência de um vocal plano, claro e belo, com uma cozinha atuante, intensa e variada, com toques metal e new metal; atrelado a isto tudo, belas melodias e excelentes construções rítmicas. Não há tentativa de mistura. Há a tentativa de fazer um bom rock and roll, com peso e mensagem. Em "ensaio sobre a poligamia" as variações são tantas que possibilitam ver feiches de influência no antigo e novo rock; até black sabath dos últimos discos. No entanto, a partir de "Vendedor de Rins", "SOS", "Matusalém" e "Angelus" o álbum constrói sua verve; letras pincelando sentimentos e forma de amar, nuances subjetivas da realidade imediata com metáforas claras e nítidas; o poder critativo da banda toma forma em belíssicos refrões e sacadas entre melodia e letra; são canções fortes e constróem o nosso bom e velho imaginário Pop. "O estranho é como eu quis / Ver o entardecer assim como eu nunca fiz / Sóbrio e muito bem assim". Destaco "SOS" como uma grande canção do disco . Contém os elementos necessários para ser belíssima. Um arranjo bem feito e uma excelente linha harmônica entre os intrumentos acústicos. Uma leve presença do som dos anos 90 e Renato Russo. Inicia tocante e depois apresenta-se forte, pancada melódica. Recomendo. Uma outra característica forte do Violins é buscar timbres sintetizados da guitarra com projeções pop da linhagem de Sondgardem dos bons tempos. Pra quem quer vibrar com chuvas de riffs e sacadas criativas de guitarra, mas também quer qualidade vocal, diversidade ritmica e boas letras, VIOLINS.

terça-feira, agosto 03, 2010

VIAGEM PORTO VELHO-RO (JULHO/2007) - FERROVIA MADEIRA MAMORÉ E VAGÕES ESQUECIDOS

Inauguro no blog esta seção On the Road com grande prazer e satisfação pelos relatos de viagem. Confesso ser um gênero não definível e fácil de articular, mas procurarei narrar com fidelidade de memória emotiva, que sempre me leva onde quero. Inspiro-me na grande obra de Jack Kerouac, On the Road. Esta viagem surgiu motivada pela vontade de aprofundar meus conhecimentos acerca da ferrovia Madeira Mamoré.

terça-feira, julho 20, 2010

Resenha - SHREK 4 E TOY STORE 3 - CARA DE CRIANÇA E CORPO DE ADULTO

by Rômulo Giácome

Há muito tempo o cinema dito para "criança" vem sendo objeto de interesse dos adultos; em busca do nostálgico elemento perdido da infância, muitos "grandinhos" tem fervorosamente procurado o cinema infantil, principalmente os desenhos animados, como forma de catarse e eterno retorno, buscando um re-encontro consigo mesmo. A infância reveladora mostra a alegria perdida e o instinto ausente do riso. Filmes como "Os sem Floresta"; "Madagascar" e "Era do Gelo" são construções repletas de elementos fabulares simples e complexos, de sequências de aventuras eletrizantes e marcantes, bem como embalos musicais e coreografias contemporâneas que misturam paródias da cultura pop com a vida do imaginário infantil.

terça-feira, junho 29, 2010

Produção Científica - JOSÉ SARAMAGO: CARNAVALIZAÇÃO NA OBRA MEMORIAL DO CONVENTO

NOTA DO ORIENTADOR: O texto abaixo é o primeiro de uma série de QUATRO textos Resultantes de pesquisas literárias e culturais realizadas dentro do grupo de Pesquisa TEOLITERIAS, fechando o clico de atividades para 2010. As pesquisas resultaram em trabalhos monográficos qualificados e defendidos com êxito no bojo institucional. Nesta pesquisa a autora conseguiu aprofundar a complexa relação cultural entre carnavalização e polifonia, tecendo uma ampla teia de referências que perpassam dos tempos medievais e dos ritos, engendrando formas e linguagens contemporâneas, alicerçadas pela magistral capacidade narrativa de Saramago. Tecendo e costurando teoria e toda a principiologia da Carnavalização Baktiniana, Valdenice propõem resultados de amplo aspecto literário e teórico, enriquecendo a academia cacoalense.

MARCAS DE CARNAVALIZAÇÃO EM “MEMORIAL DO CONVENTO”

VALDENICE OLIVEIRA MENDES
Professora, Graduada em Letras, Pesquisadora do Grupo Teoliterias.

A carnavalização é uma leitura irônica de tudo que é sério e que está presente na literatura atual. Para Bakhtin o carnaval teve sua representação mais forte na Idade Média, por meio das histórias contadas por Rabelais, porém, com o tempo, a verdadeira origem carnavalesca foi perdendo alguns traços particulares, mas mantendo sua essência carnavalesca.
Os traços do carnaval permanecem até os dias atuais na literatura devido a sua concepção ampla e traz a ideia de um termo antigo de festa popular. (BAKHTIN, 1999)
O romance “Memorial do Convento” pode ser visto com características que permanecem fiéis ao texto e retratam a época histórica e literária.
No romance, é possível observar as marcas carnavalescas por meio da narrativa irônica que descreve a promessa do rei de construir o convento às duras custas populares, o exagero das ambições burguesas, as procissões religiosas, a autoridade do clero e a grande diferença social em que se divide a sociedade portuguesa presente na obra.
Toda a narrativa de Saramago possui sua marca e estilo que faz com que a linguagem adquira as marcas do passado histórico Português, trazendo originalidade às marcas carnavalescas.
Serão descritos a seguir, mascas importantes dessa cultura carnavalesca que estão presentes na narrativa do romance “Memorial do Convento”.

terça-feira, maio 11, 2010

II SEMARTE - SEMANA DE ARTES DA UNESC - 10 a 12 DE MAIO


A CULTURA É UMA FORMA DE RESISTÊNCIA MILENAR CONTRA A OPRESSÃO; SOMENTE RESISTÊNCIA ÀS IDEOLOGIAS DOMINADORAS CONSEGUE MANTER A INTEGRIDADE SOCIAL DE UM GRUPO, A PARTIR DOS SEUS VALORES, CRENÇAS E AXIOMAS EFETIVOS. ESTA CAMADA VISÍVEL DA CULTURA, COMO SUAS MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS, REGIONAIS, MÚSICA, CULINÁRIA, TIPICIDADES NATURAIS DE DADO GRUPO QUE MANTÉM SUA HISTORICIDADE, É A CAMADA FINA DOS MOVIMENTOS ORGÂNICOS DE UM GRUPO COESO. IDENTIDADE CULTURAL É A PROTEÇÃO IDEOLÓGICA DE UM GRUPO SOCIAL. SEM ELA, SOMOS UM BARCO A DERIVA.


A semarte tem o objetivo de fomentar um ambiente propício à criação, a dramatização, à produção artística; é neste clima de ousadia e inovação que ela deve se equilibrar, movimentando as emoções e o intelecto rumo à autonomia e a libertação da alma por meio da arte.

Quero agradecer imensamente a todos que participaram da SEMARTE. Aos docentes do curso de Letras e Pedagogia, aos monitores que não mediram esforços em contribuir, à professora Regiani Leal Dalla Martha, deferências cordiais, aos cerimonialistas, profª Cássia e profº Thonny, que abrilhantaram o evento com a abertura e o encerramento, aos acadêmicos do Curso de Letras e Pedagogia, minhas cordiais saudações e agradecimentos pela cooperação e participação. Saibam que se erramos foi pela tentativa e não pela omissão. Quero agradecer especialmente às turmas do sétimo período de Letras, pela apresentação artística. Aos alunos da Escola Fundação Bradesco, pela brilhante apresentação. E por fim agradecer, pessoalmente, aos meus queridos acadêmicos do 1º período de Letras que não mediram esforços para executar seus trabalhos. Agradecer pela homenagem à mim concedida em função do texto aqui publicado, e falar que nos eternizamos pelos nossos atos. Vossos atos já estão eternizados em meu coração, abraços!!

ENCERRAMENTO DA SEMARTE "IMAGENS"