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segunda-feira, setembro 27, 2010

SELL - SEMINÁRIO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS - UNIR/VILHENA


XV SELL - SEMINÁRIO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS - UNIR - VILHENA

DIAS: 06, 07 e 08 DE OUTUBRO.

POR QUE IR? O SELL é o maior evento de Letras e áreas afins do Estado. Congrega grandes personalidades das Letras do Brasil e confraterniza o saber letrólogo universitário em toda região Norte. É um orgulho ir ao SELL e ver a chama forte das Letras em um mundo que cada vez mais necessita delas, mas muitas vezes as não reconhece.

Segue programação:

PROGRAMAÇÃO
06 de outubro
8h - Entrega do material
10h às 11h30min - Sessões de comunicação

14h - Abertura
14h30min - Palestra:
Surpresas Literárias: Um Machado
desconhecido
Drª. Cyana Leahy-Dios (UFRJ)
15h30min - Mesa Redonda de Ensino de Língua
Portuguesa
19h - Palestra:
Fernando Pessoa Eu, e os outros
Drª. Elêusis Mirian Camocardi (UNESP)

07 de outubro
8h às 11h30min - Mini-Cursos
14h - Palestra:
Como adquirimos a linguagem escrita
Drª. Cancionilla Janzkovski Cardoso (UFMT)

15h30min - Palestra:
Como aplicar material pedagógico inovador à alfabetização
Drª. Catedrática Leonor Scliar-Cabral (UFSC)

19h - Palestra:
Gêneros discursivos e ensino de língua materna
Dr. Carlos Alberto Faraco (UFPR)

08 de outubro
8h às 11h30min - Mini-Cursos
14h - Mesa Redonda de Literatura
15h30min – Palestra:
Semiótica da canção
Dr. Ivan Lopes (USP)

19h - Palestra:
O romance brasileiro na última década
Cristovão Cesar Tezza (Escritor)

quarta-feira, setembro 15, 2010

resenha jurídica - O CASO DOS DENUNCIANTES INVEJOSOS


O CASO DOS DENUNCIANTES INVEJOSOS - Resenha Jurídica

by Rômulo Giácome


O curso de Direito é uma grande aventura para mim. Como uma grande aventura, trás alguns desafios perigosos. Como exemplo teórico, posso elencar a dificuldade de perscrutar os conceitos epistemológicos da ciência e filosofia jurídica, seus embrincamentos e suas implicações conceituais. Este problema surge quanto comento alguma obra jurídica que li, ou quando necessito construir um conhecimento jurídico. Por este viés de desafio e aventura, faço esta pequena resenha crítica, com a profundidade objetiva que me é permitida, relacionando na medida das possibilidades sistemáticas da minha parca altura intelectual neste novo seara.
Bem, iniciamos entendendo que esta obra está estruturada sobre um dialogismo. Ou seja, um diálogo dicotômico entre teorias propostas e propaladas por pares. Assim, de uma situação problema, surgem tentativas de respostas a solucionar este dilema, que está concentrado na mão do possível ministro da justiça, o leitor. Assujeitando-se, o leitor passa a ter o dever de escolher a melhor resposta, a melhor solução ao problema acontecido. É intrigante poder se posicionar e defender as várias vozes propostas no debate, o que torna a obra interativa e multifocal, ou seja, polifônica.

segunda-feira, setembro 13, 2010

LUAN SANTANA É NOSSO JUSTIN BIEBER TUPINIQUIM: ESTAMOS SALVOS!



Da mesma forma que existe uma balança comercial, incluindo conceitos de déficit e superáviti, bem como reservas de mercado e impostos de importação e exportação, também identifico uma balança comercial cultural. O que importamos e exportamos e suas relações com a nossa própria cultura e controle governamental. Vejamos. Importamos uma gama de músicos americanos e europeus: bandinhas de quinta, rappers posers / loosers, “divas” siliconadas e coreografias sem conteúdo. Às vezes alguns conteúdos mexicanos explodem por aqui, como os Rebeldes. No entanto, exportamos Tom Jobim, Tropicalismo, Tom Zé, João Gilberto, Mutantes e Secos e Molhados (ainda). Vejam que bom equilíbrio nesta nossa balança cultural de importação? Estamos no lucro, dizem por aí. Exportamos luxo e recebemos lixo. Recentemente vivemos um fenômenos pop de níveis globais. Justin Bieber é seu nome. Um menino que brotou dos cântaros do Youtube e virou fenômeno mundial. Já assimilamos e compramos. Justin já foi importado pela massa. No entanto, nosso Justin Bieber, Fiuk, mesmo com todos os esforços da massiva Globo, não faz sucesso internacional. Por que ninguém importa? Se ele canta tão bem? É coincidência ou o mercado internacional é mais seleto do que o nosso? Parece-me que a massa internacional é mais pensante que a nossa. É só observar o caso Alexandre Pires. Onde ele faz sucesso? Há, ele faz o tão sonhado sucesso latino; nos EUA, só nos guetos dos trabalhadores braçais brasileiros. Mas OTTO, Chico Science e Lenine tocam muito por lá. Qualidade da balança cultural? Recentemente, em festival Nova Yorquino, Tom Zé foi aclamado como grande compositor e responsável por coerência brazuca. Quem deveria homenagear não seria nós, os beneficiados?
Mas, injuriados e determinados pelas ordas malignas da vingança e do ódio, nós, Brazucas, criamos a primeira personalidade jurídico / teen / pop / Cult / Cool / tupiniquim: Luan Santana. É inegável que nosso olho gordo brasileiro não podia aceitar a lacuna de um Justin por aqui. Assim, criamos o nosso "made in Brasil", completo, com tudo o quem direito. Ele deve ser considerado um orgulho entre nós. Ele é o nosso Justin Bieber sertanejo. Vejam que ousadia. Criamos um Justin regional, do campo, com viola e violão, só que sem botina e calça apertada, sem fivela, mas com todas as características teen versáteis tão relevantes à nossa necessidade de mitos volúveis e voláteis, que enchem o rabo de dinheiro, mandam às favas qualquer tentativa racional de evolução de letras, cospem nas raízes e ainda enchem estádios. Ressentimento. Concordo.
Desde que Mário de Andrade e Oswald de Andrade fincaram as bandeiras da nossa poesia de exportação, afirmando: precisamos ter autonomia; criar uma estabilidade criativa; uma invenção brasileira; cambaleamos frente à uma identidade cultural mais forte lá fora do que aqui. Nas cadeiras do College de France, pensadores sabem mais da nossa cultura popular do que nós mesmos. Luan Santanna é nossa vingança. É nossa arma secreta contra os imperadores. Salve nosso poder cultural de resistência. Salve nosso Justin Biebber sertanejo.